O Ministério Público da Suíça aplicou uma multa de 3,5 milhões de francos suíços (equivalente a US$ 4,3 milhões) ao banco J. Safra Sarasin por falhas nos mecanismos contra lavagem de dinheiro entre 2011 e 2014, período em que movimentações ilícitas somaram € 71 milhões.
A investigação, iniciada em 2018, apontou que uma ex-gestora patrimonial da instituição financeira participou diretamente de operações ligadas à corrupção de agentes públicos estrangeiros, tendo como epicentro a Petrobras. As apurações revelaram a utilização de contas da instituição suíça para intermediar envio de propinas a executivos da petrolífera, beneficiando subsidiárias em contratos e negociações irregulares.
Segundo nota oficial do Ministério Público da Suíça, “a presente condenação está relacionada com o caso de corrupção internacional conhecido como ‘Lava Jato’, envolvendo a petrolífera estatal brasileira Petrobras, parte demandante no presente processo”.
O comunicado ainda detalha que o banco foi usado na movimentação de pagamentos corruptos enviados por cerca de dez companhias do setor de petróleo e construção civil. Para evitar novas sanções, o Banco J. Safra Sarasin firmou acordo com a Petrobras e transferiu US$ 19,7 milhões à estatal. Com o pagamento, a Justiça suíça limitou a penalidade à multa inicial.
O banco declarou que o caso foi encerrado definitivamente em 22 de agosto pela Procuradoria-Geral da Suíça e que a decisão “não constitui admissão de culpa nem aceitação de responsabilidade por parte do Banco ou de quaisquer de seus representantes”.
OPINIÃO: Enquanto por aqui o STF insiste em enterrar a Lava Jato, na Europa a Justiça leva os crimes a sério. Fica evidente que o lema “a lei é para todos” só vale fora do Brasil petista.







