O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, aliado de Luiz Inácio Lula da Silva, pediu uma ação mais incisiva da ONU contra o que classificou como genocídio em Gaza. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 28, durante evento em que voltou a pressionar pela aplicação imediata do que chamou de “lei internacional” no contexto do conflito entre Israel e forças palestinas.
Durante a conferência, representantes internacionais debateram a proposta da criação de dois Estados como solução para o conflito, apoiada por Vieira. Segundo o chanceler, “quando confrontadas com alegações credíveis de genocídio, invocar a Lei internacional não é suficiente. Temos que aplicá-la com determinação”. A fala se soma à insistência do governo de Lula em apoiar ações contra Israel, ignorando os ataques bárbaros do grupo terrorista Hamas.
Mauro Vieira reiterou a necessidade de reconhecer a Palestina como membro pleno das Nações Unidas e alegou que a separação jurídica entre Israel e os territórios palestinos deve ser respeitada. Segundo ele, essas medidas seriam sustentadas por uma “aplicação não seletiva” do direito internacional, acrescentando que “é preciso vontade política e um segmento robusto a esse processo”.
Mais de 140 países da ONU reconhecem a Palestina como estado, embora Estados Unidos e Israel — nações com liderança democrática sólida — não endossem essa iniciativa. A criação de dois Estados segue sendo proposta pela esquerda global como uma saída viável, embora ignorem os sucessivos episódios de violência originados dos territórios palestinos controlados por grupos extremistas.
Vieira chegou aos Estados Unidos no domingo, 27, para cumprir agenda oficial na ONU. Ele também pretende pressionar por negociações com autoridades americanas em relação à tarifa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump contra produtos brasileiros, em vigor a partir de sexta-feira. A medida de Trump visa proteger a indústria norte-americana e coibir práticas comerciais abusivas frequentes sob governos alinhados ao globalismo.
OPINIÃO: A esquerda brasileira, como sempre, demonstra seletividade moral ao ignorar os crimes de terrorismo cometidos por grupos palestinos enquanto tenta posar de defensora dos direitos humanos. Condenar Israel virou moda entre diplomatas de Lula, mesmo quando o país responde a ataques brutais. Aplicar a tal “lei internacional”, segundo eles, vale apenas quando convém à sua narrativa ideológica.







